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nesta quinta feira, 15 de abril, 2004

onde fica,
mostra do esqueleto coletivo
na galeria do SESC Paulista
20:00hs.
mais detalhes, endereço,
artistas convidados,
ciclo de performance, etc.
acessem:
http://esqueleto.tk
****************
A rua não tranca mais segredos. Escancara dentes de néon, exibe tripas de pobreza. A cidade de espelhos clama por sua própria visibilidade e, assim, torna-se invisível. Se todos os seus elementos estão expostos, gritando por um olhar, o diverso ou o novo perdem a potência de propiciar choque. A imprevisibilidade, na luz, na pobreza, na cor, na sujeira ou na violência, passa para o campo do provável, pois a metrópole só pode ser domada pela constante previsão do descontrole. Calcula-se o inesperado mediante a mera constatação do existente (há o assalto), para que se possa estar sempre à frente do choque (fechar a janela do carro). Todo o estranhamento potencial é aplacado pelo choque banalizado. De costas para a história das coisas, o passante olha sempre para frente, atrás, a montanha de ruínas se aglomera, e não há tempo para que sejam percebidas, pois devem ser constantemente constatadas.
Na cidade em duas dimensões de Onde Fica, o tempo está paralisado, o espaço da arte, a galeria, convida a um olhar para trás. A imagem apresentada é a da cidade em ruínas, nela apresentam-se os sólidos pilares da economia flexível: a puta, a puta virtual do outdoor, o ambulante e o mendigo. O lixo e a sujeira são restos mas também pressupostos. O muro e a grade, gratuitos, não defendem, atacam. As pessoas são sombras e as coisas são vivas.
As contradições da cidade se mostram abertas em um espaço passível de sentido, isto porque a imagem apresentada pela exposição habita o mundo da arte, o mundo no qual a mediação da reflexão está pressuposta.
Porém Onde Fica não se fecha nesse espaço, há um movimento na composição que leva a imagem para fora do vidro. Para além do jogo de reflexos entre a rua e a galeria, a exposição, baseada em elementos gráficos, acena com a linguagem veloz própria da cidade. A imagem apresentada pelo Esqueleto Coletivo exige uma exteriorização de sentido. Se a rua pudesse ser vista como obra de arte não seria aleatória ou natural, seria resultado de intenções, obra humana. Mais do que é, ela apresentaria o que pode vir a ser. Mas para a cidade ser observada basta um pequeno gesto, um deter-se e um olhar para trás. Afinal, a cidade pode não ser arte, mas é obra.
Silvia Viana - Socióloga
Escrito por ev às 02h45
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...da criação da destruição..., galeria do SESC Paulista, 2003










Entre um lapso de tempo, quase mais rápido que abrir e reabrir os olhos, existem as elipses, que nos surgem aos olhos como percepção em extensão expansão.
Brechas entreabertas como aberturas rupturas, pura passagem de um lugar a outro, quaisquer. Seja o meu ou o teu. Qual queres? De um lado ou do outro, podemos estar, assim que pudermos atravessar a travessia.
Seja de um lugar que reside na lembrança de um passado ou no sonho de um futuro; ou de outro lugar que reside no sonho de um passado ou na lembrança de um futuro. Tanto faz, indo de lá para cá ou de cá para lá, nessa eterna passagem de um lugar para outro.
Nas nossas pequenas grandes passagens quotidianas ou nas nossas grandes pequenas passagens seculares.
Reverberam, as elipses, na intensidade do intervalo, por serem apenas perceptíveis nesses átimos, fazendo-nos perceber, se tanto, ou vislumbrar, abismados, as profundezas abissais ou as distâncias constelares desses outros lugares (des)semelhantes que estamos separados contíguos. Por quanto tempo?
Tudo, ou quase tudo aqui, está no que se vê ou no que se acha que se entrevê, na percepção visão dos fenômenos.
As listras, os buracos, os pratos, tudo está sob a ótica do movimento deslocamento.
É através do movimento deslocamento das coisas inerentes às listras, aos buracos e aos pratos, que se faz perceber que dentro delas pulsa latente exatamente o movimento deslocamento.
Das frases circulares a sensação contínua de repetição, assim como dos círculos listrados. Já das listras circulares e das fendas aberturas rupturas retêm-se a idéia de continuum na extensão expansão ininterrupta infinita.
As listras circulares e os círculos listrados se apropriam do espaço, movimentando-o inteiro no deslocamento de si mesmo. Tudo começa a flutuar no ar voar, numa dança contínua entre espaço, listras, círculos, espectadores. Em várias ordens e em ordens inversas. Com outros passos, outros espaços. Dimensões.
Aqui, ali, acolá, outro lugar, de um para outro, vamos, voltamos, enquanto ainda estamos em qualquer lugar possível.
(Érica Zíngano)
Escrito por ev às 02h14
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casa triangulo, edições 2004
http://www.casatriangulo.com.br

da série 'a cena do crime', 2004, plotagem

Escrito por ev às 02h04
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da série gigante por um dia

quebra cabeça em madeira

desenho preparatório para o quebra cabeça
Escrito por ev às 01h54
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camouflage, 2004, marchetaria

Escrito por ev às 01h48
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currículo
Eduardo Verderame
Nascido em São Paulo, em 1971
FORMAÇÃO
-- 1989\1995 - Formado em Artes Plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da USP
- 1987\1989 - Bolsa do Museu de Arte Moderna de São Paulo para estudo da gravura em metal, sob a orientação de Alex Cerveny.
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
Artista plástico, já participou de diversas exposições nacionais e internacionais (Itália e Chile)
Assistente da artista Regina Silveira, prestando trabalhos em produção e montagem, com vasta experiência nacional e internacional (Estados Unidos, Itália, Portugal, Argentina e Chile) desde 1995.
Trabalhou como assistente também para Antoni Muntadas, Sol Lewitt, Ana Tavares, Monica Nador, Ugo Rondinoni, Denise Stoklos entre outros.
Como curador e produtor de mostras de arte contemporânea, como 'Supensão', em novembro de 2002, dentro da Mostra Sesc de Artes 'Ares e Pensares', e da mostra 'Arte Funa Arte', em janeiro de 2001 em Santiago de Chile.
Co- fundador do Grupo Nova Pasta, que mobiliza artistas e promove ações de arte contemporânea
Como professor de Arte e História da Arte, para crianças jovens e adultos, entre 1999 e 2000 na cidade de Diadema, SP, atendendo a sete centros culturais naquela cidade.
Escrito por ev às 01h43
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currículo, exposições
EXPOSIÇÕES
2004 'Onde Fica' , com Esqueleto Coletivo, Galeria do Sesc Paulista, São Paulo
2003 ‘ da criação da destruição…’, Galeria do Sesc Paulista, São Paulo
'Archeoglifos', com Érica Zíngano, painél na galeria do Alpendre, Fortaleza, Ceará.
2002 'O Sorriso dos Vencedores' , Galeria Aliança Francesa, São Paulo
'...a dor vencerá o amor vencerá...' , Galeria Futuro Infinito, São Paulo
'Da criação da destruição', Base da Transição Listrada, Fortaleza, Ceará
2000 'Fachada Barroca', Centro Cultural do Eldorado, Diadema, São Paulo
1999 Eduardo Verderame, Galeria Bucci, Santiago do Chile
1996 ‘As Armas’, ‘Os Bifes’ e ‘Os Cangaceiros’ instalação na Cinemateca da Vila Mariana (antigo matadouro municipal); São Paulo.
‘Os Mortos’, instalação, Fundação Cultural de Curitiba, Museu da Gravura, Curitiba, Paraná.
1995 ‘Auto retratos’ , painéis autoadesivos, no NICA - Núcleo de Informática da Escola de Comunicações e Artes, USP, São Paulo.
Escrito por ev às 01h42
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currículo, coletivas
COLETIVAS
2004 'Edições', Galeria Triângulo, São Paulo.
'Uma Viagem de 450 Anos', com o Esqueleto Coletivo, Sesc Pompéia, São Paulo.
'Dimensão Variável', na BASE da Transição Listrada, Fortaleza, Ceará.
2003 ‘ ACMSTC’ , na ocupação Prestes Maia do movimento dos sem-teto do centro, São Paulo.
'MAC USP 40 Artistas', homenagem aos 40 anos do MAC USP, São Paulo, SP
'Picasso nem de Graça' com o Grupo Nova Pasta, no SESC Pompéia, dentro do evento 'Latinidades Território de Antiespetáculo' , promovido pelo SESC, São Paulo, SP.
'Zona Franca' com o Grupo Nova Pasta, peça gráfica (lambe -lambe) afixadas em diversos pontos da cidade, dentro do evento 'Latinidades' promovido pelo SESC, São Paulo, SP
‘ Experimental’ , com o Grupo Nova Pasta no Centro Cultural Dragão do Mar , Fortaleza, Ceará.
'Calciuo di Rigore', no Segundo Festival de Fotografia, curadoria de Antonio Arévalo, Roma,Itália.
'Festival de Mídia Tática', com o Grupo Nova Pasta, Casa das Rosas, São Paulo
Inauguração Galeria Mercúrio, São Paulo
Escrito por ev às 01h41
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currículo, coletivas
2002 ' Plural' , RPA Escritório de Arte, São Paulo
'Suspensão' dentro da mostra 'Ares e Pensares', organizada pelo Sesc, na Praça Orlando Silva, Santana, São Paulo.
'Curta Digital', BASE da Transição Listrada, Fortaleza, Ceará
'PH E(x)tra', São Paulo
'Tudo Cem Reais', curadoria Ricardo Ramalho, dentro do evento 'PH E(x)tra', São Paulo
'Omaggio a Brasile', curadoria de Mirella Bentivoglio, Bassano di Teverina, Italia
' Coletiva', Espaço Virgílio, São Paulo.
'Labor', com a instalação 'Fly\Floo', Ocupação de uma antiga fabrica no bairro da Moóca, São Paulo.
'48 horas', com a instalação 'Vida de Cão'. Ocupação de uma casa no bairro do Cambuci, São Paulo.
2001 'Políticas Pessoais', MAC, Americana.
' Improviso sobre Bolero' Performance com Lia Chaia, Projeto Porão no.13', Teatro Carlos Gomes, Fortaleza, Ceará
'Arte, funa arte', Posada del Corregidor, Santiago do Chile
Escrito por ev às 01h41
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currículo, coletivas
2000 ' Salão de Arte Contemporânea do Taboão', Centro Cultural do Taboão, Diadema , São Paulo
‘Desfile de Vacas’ - projeto de cultura do Ministério de Relações Exteriores da Suíça.
‘Projeto Arte Pública’ - série de oito outdoors, Secretaria Municipal de CulturaDiadema, São Paulo.
‘Corpó 2’, Museu do Ingá, Niterói.
‘Dadá é mais que Dadá',workshop com Timm Ulrichs, Paço das Artes, São Paulo.
Escrito por ev às 01h39
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currículo, coletivas
1999 ‘Homo-Nomon’, Zouk Atelier Galeria de Arte, São Paulo
‘CORPÓ’, Com Christiana Morais, Guto Citrângulo, Luciana Costa e Ana Paula Oliveira, atelier Menossi, São Paulo
1998 ‘Heranças Contemporaneas II’, MAC, São Paulo.
‘Estela Cadenti’ , Teverina di Bassano, Itália
‘Arte in Scatola’, coletiva, Studio Gennai (em colaboração com o Circolo Culturale Il Gabianno), Pisa, Italia.
1997 ‘Bibocas e Tramóias’, com Christiana de Moraes, Atelier Piratininga, São Paulo.
‘As Justas Causas’, com Christiana de Moraes, Galeria da Consolação, São Paulo.
‘Libreto Digitale’, organizada pelo Circolo Culturale Il Gabbianno’, com o trabalho ‘Human Like Me’, livro de artista; Biblioteca Nazionale Centrale de Firenze, Itália.
1996 XXI Salão de Arte de Ribeirão Preto, premiado na modalidade Arte Pública, com a série de outdoors ‘O Milhão’; Ribeirão Preto, São Paulo.
‘Em Torno de Zumbi’ organizada pelo MAC/Usp e Estação Ciência, São Paulo; Menção Honrosa com o trabalho ‘Coroa para Zumbi ’; Estação Ciência, São Paulo.
‘Arte in Scatola’, organizada pelo centro cultural ‘il Gabbiano’, com o trabalho ‘Cigarrette Boxes’; La Spezia, Itália.
1995 Exposição “Projeto Nascente”quinta edição, com a série de outdoors ‘A Roda da Fortuna’. Menção Honrosa. Museu de Arte Contemporânea, USP, São Paulo e outdoors da Cidade Universitária.
‘A Roda da Fortuna’, indoors. Exposição Intinerante ligada ao “Projeto Nascente” quinta edição, USP/Maria Antônia, São Paulo; USP/Pirassununga, SP; USP/ Bauru; USP/Ribeirão Preto.
Escrito por ev às 01h36
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currículo, feiras e leilões
FEIRAS e LEILÕES
2003 'Leilão Museu Lasar Segall', leilão de prato cerâmico em benefício do Museu Lasar Segall, São Paulo
‘Campanha do Instituto Sou da Paz’ , leilão beneficente de camiseta exclusiva, São Paulo.
'Mercado Casa Mix', Paço das Artes, São Paulo.
2002 'Saldão', organizado por Daniela Mattos e Maristela Cabello, São Paulo.
'Saldão II ', organizado por Daniela Mattos e Maristella Cabello, São Paulo.
'Feira', Espaço Virgílio, curadoria de Márcio Harum, São Paulo.
LIVROS
2002 'Livro das Igrejas', edição do artista.
'Histórias e Curiosidades de Igrejas Destruídas, Demolidas e Arrasadas', edição do artista.
Escrito por ev às 01h31
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reverse, 1999



Escrito por ev às 01h26
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um texto do amigo cláudio opazo

Escrito por ev às 01h22
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o último dadaísta, 2000

Olá amigos, estou mudando a cara do blog. Espero que voces aprovem!
Escrito por ev às 01h20
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